Você Sabia que os POMBOS
Vivem até 15 Anos;
Com 6 meses já reproduzem;
Produzem 5 ninhadas por Ano;
Cada ninhada gera 02 filhotes.

IBAMA – Segundo a Lei 9605 de 12/02/98 ( artigo 29º- parágrafo 30º ), os pombos são considerados domésticos ou já domesticados, levando assim qualquer ação de controle que provoque a morte, danos físicos, maus tratos e apreensão, passível de pena reclusiva inafiançável de até 5 anos.

Pombos Transformam-se em Praga Urbana.

Pássaros são comparados a ratos e insetos pelos danos causados à saúde  Eles deterioraram monumentos.

MAURO CARVALHO DA SILVA

Nos bons tempos, eles eram lembrados como símbolos da paz. Agora tornam-se uma praga urbana. Os pombos sujam calçadas, prédios, monumentos, entopem calhas, transmitem doenças e trasformam-se até em motivos de desavença entre vizinhos. “É um rato aéreo”, compara o infectologista Jacyr Pasternak, chefe da Comissão de Controle de Infecção do Hospital Beneficência Portuguesa.  “Cientistas estão classificando os pombos como animais sinantrópicos- aqueles que vivem próximo do homem, causando-lhes prejuízos, transtornos e doenças como os ratos e insetos”, diz a veterinária Angela Spuny, diretora da Divisão de Fauna da Secretaria Municipal e Meio Ambiente.  “Os pombos e os pichadores são os maiores responsáveis pela deterioração dos nossos monumentos”, explica Nina Lomônaco, diretora do departamento de Patrimônio Histórico da Prefeitura.  Em quase todos os setores – saúde pública, higiene, conservação de imóveis -, não há quem deixe de reclamar dos inoportunos visitantes. Em vôos rasantes, a espécie, trazida ao País pela família real portuguesa, invade casas, apartamentos e qualquer vão livre. Hoje, estima-se que os pombos sejam mais de 1 milhão, só na capital.  Bombinhas – Não adianta jogar água, assustá-los com bombinhas ou colocar espantalhos no telhado. Eles parecem Ter-se acostumado com a rotina conturbada da metrópole e não se assustam mais com o tráfego de veículos que, muitas vezes, tem que desviar para não atropelá-los. Alguns biólogos sugerem como alternativa para conter o aumento dos bandos, sem matá-los, localizar seus ninhos e destruir os ovos.  De janeiro a agosto, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) recebeu 376 solicitações para livrar os moradores da ação dos pombos. Em 1997, foram 601. “A cada ano, as queixas vêm aumentando”, diz a veterinária Rosiani KaKiuti Bonini, do (CCZ). O problema é tão grave que o centro elaborou uma cartilha com informações a respeito dos males causados pelos pássaros e como controlar sua proliferação.  Hábitat- Na Europa, os pombos estavam acostumados a fazer seus ninhos em fendas de penhascos. E encontram, nos altos edifícios e velhos galpões, uma arquitetura propícia – cheio de frestas em telhados e sacadas – para procriar, adotando a cidade como n ovo hábitat. Segundo biólogos, alimentação e água em fartura também contribuem para o alastramento da espécie. “Muitas pessoas, principalmente idosos e solitários, vêem no pássaro uma forma de distração”, explica o ornitólogo Dalgas Frisch.  “Eles são vistos por boa parte da população como bichos de estimação e até com respeito religioso, pois simbolizam o Espírito Santo”.  Como as aves encontram alimentação em abundância, têm oportunidade de proliferarem, importunando as pessoas”, explica a bióloga Maria Helena Silva Homem de Melo, do CCZ. “A maioria das ligações que recebemos é de moradores irritados com os vizinhos que insistem em dar milho e água aos pombos”.

Fonte: O Estado de São Paulo –  26/10/98.

Os Prejuízos que os Pombos Causam aos Condomínios.

Para os síndicos que enfrentam no condomínio a infestação desse bicho, aqui vai uma observação: evite sua proliferação usando formas de afugentá-lo, pois assim como o urubu, não é permitido matar esse tipo de ave. A alimentação farta e as facilidades de se abrigarem fazem com que os pombos se multipliquem sensivelmente em prédios. Escolhem as partes mais altas, ficando normalmente entre o telhado e a laje, ali seus ninhos são feitos e aos poucos estão por toda a parte do prédio.

Além do perigo da transmissão de doenças, a sujeira que se forma nos locais em que se abrigam – como no forro, onde são encontrados carcaças, detritos diversos, gravetos, capins, que os mesmos levam para fazer seu ninho provoca enormes danos às tubulações, oxidando estruturas metálicas e deixando a pintura manchada. Normalmente, os pombos procuram prédios que têm jardineiras, sacadas, e a forma de afugentá-los nesse caso é a utilização de um repelente. O produto não provoca a morte, mas dificulta o seu pouso, o pombo fica desorientado e não volta mais ao local.

Quando se executa o trabalho de retirada de ninhos e limpeza do local, principalmente na limpeza das fezes, deve-se usar máscara, capacete, óculos de segurança, porque nesse momento a aspiração desses detritos pode levar a contrair doenças. A localização em que os pombos se abrigam constituem em outro grande empecilho para a solução do problema, pois o topo do edifício é de difícil acesso, precisa-se de escadas de no mínimo 10 metros de altura, ou alugar andaimes, transitar por locais perigosos, dificultando o combate.

É importante ressaltar aos síndicos que esse trabalho envolve todo o condomínio, é necessário a colaboração de todos. Envie circulares, coloque avisos nos murais para que os moradores não dêem alimentos aos pombos. Não deixe no forro caixa de papelão, sobras de materiais, como azulejo, fios, canos que propiciem a realização de ninhos.

Para o sucesso do trabalho é indispensável uma ação conjunta. O seu edifício pode não se enquadrar nas situações acima descritas, entretanto se há pombos no condomínio, mesmo em número reduzido, combata-os, evite a proliferação para que no futuro um simples pombinho não torne motivo de dissabores e dores de cabeça.

Fonte: Revista Condomínio –  27/09/1999.